Sepe Lagos defendeu direitos dos trabalhadores da educação de Arraial em reunião na Semecctel

Em uma reunião realizada no dia 30 de janeiro, na sede da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer (Semecctel), o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – Núcleo Lagos (Sepe Lagos) esteve presente para discutir uma série de pautas cruciais para a categoria. A audiência contou com a participação das diretoras do sindicato Renata Éboli e Viviane Souza, do advogado do Sepe-RJ Renato Lima, da técnica do Dieese Carolina Gagliano e, por parte da administração pública, do secretário municipal de educação, Bernardo Alcântara e da assessora jurídica da Semecctel Clara Benevenuto. Confira a seguir como se deu a discussão sobre questões que afetam diretamente os trabalhadores das escolas municipais de Arraial do Cabo.

Processo Seletivo e Concurso Público: falta de participação da sociedade civil

A reunião iniciou com a pauta sobre o Processo Seletivo e Concurso Público, onde o Sepe Lagos ressaltou a importância da constituição de uma comissão com representantes da sociedade civil organizada para acompanhar os processos. A assessora jurídica da Semecctel, Clara Benevenuto, afirmou que a participação é discricionária, mas o governo sinalizou que não vê impedimentos para a inclusão de representantes sindicais numa comissão de acompanhamento. O sindicato criticou a falta de clareza nos editais e defendeu maior transparência para os certames.

Concurso de Remoção: transparência e critérios

Outro ponto de destaque foi o Concurso de Remoção, onde o Sepe Lagos apontou a falta de transparência no processo. Renata Éboli, representante do sindicato, afirmou que os profissionais não têm acesso às informações sobre as vagas disponíveis em cada unidade, o que dificulta a tomada de decisão por parte dos servidores. A assessora jurídica da Semecctel explicou que os pedidos de remoção são direcionados conforme a preferência do solicitante, mas o sindicato cobrou que o processo seja mais claro e respeite critérios de antiguidade.

Migração Docente II: Problemas persistentes

A pauta da Migração Docente II, que vem sendo discutida desde abril do ano passado, foi retomada durante a reunião. O Sepe Lagos sugeriu que a Semecctel realizasse uma revisão interna dos problemas relacionados à migração, evitando que os professores precisem abrir processos administrativos para resolver questões burocráticas. Renata Éboli, representante do sindicato, destacou que a falta de uma solução coletiva tem sobrecarregado os profissionais, que se veem obrigados a buscar reparação caso a caso.

O advogado do sindicato, Dr. Renato Lima, e a assessora jurídica da Semecctel, Viviane Costa, defenderam que cada situação seja analisada individualmente, dada a complexidade dos casos. No entanto, o Sepe Lagos argumentou que uma abordagem mais ampla e sistêmica poderia evitar a abertura de processos administrativos e garantir maior equidade no tratamento dos docentes.

O secretário de educação, Bernardo Alcântara, sugeriu a implementação de um banco de horas como uma possível solução para alguns dos problemas relacionados à migração. A proposta foi recebida com cautela pelo sindicato, que pediu mais detalhes sobre como o banco de horas funcionaria na prática e como ele impactaria a rotina dos professores.

GLP e Migração Docente I e II: processos paralisados

O Sepe Lagos também questionou a falta de informações sobre o GLP (Gratificação de Local de Permanência) e a Migração Docente I e II. O secretário de educação informou que os processos foram pausados devido à vedação eleitoral, mas serão retomados no meio do ano. O sindicato cobrou agilidade, já que a migração vem sendo discutida desde julho do ano passado, sem uma definição clara.

Progressão de Carreira: servidores penalizados com perdas salariais

A professora Andrea Rodrigues de Araújo, presente na audiência, alertou para a penalização dos servidores na progressão de carreira. Segundo ela, muitos profissionais estão sendo penalizados por terem enquadrado verticalmente antes do PCCR de 2023, o que representa uma perda significativa de direitos conquistados ao longo dos anos.

O advogado do Sepe Lagos, Dr. Renato Lima, sugeriu a formulação de uma proposta de mudança retroativa na legislação para garantir que os servidores não sejam prejudicados financeiramente durante as progressões.

O secretário de educação, por sua vez, defendeu que o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que foi recentemente aprovado no legislativo, deve passar por modificações, o que foi também sugerido pela assessora jurídica da Semecctel.

O Sepe Lagos acompanhará rigorosamente qualquer movimentação nesse sentido e defende que o PCCR entre em processo de discussão e revisão ao completar dois anos, conforme previsto na legislação, sem que haja retrocessos nos direitos conquistados.

Nova matriz curricular: sobrecarga de trabalho

Por fim, o Sepe Lagos criticou as mudanças na Matriz Curricular, que alteraram o horário de saída dos servidores de 12h para 12h20, atrasando o deslocamento para outras unidades. Entretanto, a administração respondeu que o horário continuará como antes e que o professor não será prejudicado.

Sepe permanece vigilante na defesa dos direitos

A reunião foi encerrada com o Sepe Lagos reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos dos profissionais da educação. O sindicato continuará vigilante, cobrando transparência, agilidade e soluções justas para as demandas da categoria.

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