8 de Março: Mulheres Trabalhadoras na luta contra a violência e o retrocesso

Contra a exploração e os ataques aos direitos: fortalecer a luta das mulheres trabalhadoras é urgente!

O 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, tem suas raízes no movimento socialista e na luta da classe trabalhadora. Em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, a revolucionária alemã Clara Zetkin, professora e jornalista, propôs a criação de uma jornada anual de manifestações em prol dos direitos das mulheres trabalhadoras, sempre no 8 de março, destacando o caráter classista da data. 

Com o passar dos anos, a luta das mulheres trabalhadoras conquistou avanços significativos em diversos países, como direitos trabalhistas, licença-maternidade, direito ao voto feminino, acesso à educação, a possibilidade de ter uma conta bancária independente, o direito ao divórcio, a descriminalização do aborto, etc. No entanto, também globalmente, cada uma dessas conquistas estão sob constante ameaça pelas ações de setores conservadores, fundamentalistas e de extrema direita, que buscam retroceder cada vez mais em nossos direitos fundamentais. 

No Brasil, a violência de gênero permanece alarmante. Em 2024, o país registrou 1.128 feminicídios, uma média de quase cinco mulheres assassinadas por dia. Os casos de estupro chegaram a 78.463 no ano, o que equivale a nove ocorrências por hora. A violência doméstica também escandaliza: mais de 2,5 mil processos foram abertos diariamente na Justiça. No Estado do Rio de Janeiro, essa problemática também exige mobilização e ação contínuas. Em 2024, foram 282 vítimas de tentativa de estupro, o maior número dos últimos quatro anos. O aumento foi de 20,5% em relação a 2023.

As mulheres trabalhadoras da educação pública, em seu contexto específico, também enfrentam desafios significativos, como baixos salários e condições de trabalho extremamente precárias. A luta por climatização e melhores estruturas nas escolas continua sendo urgente, visando proporcionar um ambiente adequado para o ensino e a aprendizagem, além de resgatar a saúde dos setores mais precarizados da categoria, como as cozinheiras escolares, que são submetidas a temperaturas desumanas. Além disso, a implementação da educação sexual pautada em evidências científicas continua sendo uma medida essencial para a prevenção da violência sexual contra meninas e jovens, promovendo autoconhecimento e proteção desde cedo.

O 8 de Março é uma data de ação política, não apenas de celebração. É um momento para reforçar a luta por igualdade, justiça e pelo fim de todas as formas de opressão e violência de gênero. O Sepe Lagos reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras e convida toda a comunidade a se engajar em ações que promovam a igualdade de gênero e a justiça social, honrando as origens dessa data e avançando na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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