Sepe Lagos oficiou o novo secretário de educação de Cabo Frio para abrir mesa de negociação

A assembleia marcada para esta sexta (22/8) foi adiada para que o novo secretário de Educação, Alessandro Teixeira, indique data de audiência. Se não houver resposta, a categoria se reunirá na próxima semana

No último dia 18 de agosto, o prefeito de Cabo Frio, Sérgio Azevedo (“Serginho”, PL), determinou que seu tio, Alfredo Gonçalves (Republicanos), retornasse à Câmara Municipal. Alfredo, que era secretário municipal de Educação, havia sido eleito vereador nas últimas eleições, mas mantinha o cargo executivo no governo apesar do parentesco com o prefeito. Para substituí-lo, o chefe do Executivo nomeou Alessandro Teixeira Knauft, ex-subsecretário da pasta, que já esteve à frente da educação não apenas em Cabo Frio, mas também no município de São Pedro da Aldeia.

A direção colegiada do Sepe Lagos manifestou expectativa de que a posse de Alessandro Teixeira na Secretaria de Educação represente uma oportunidade para que o governo rompa com as práticas de desrespeito e negligência em relação aos trabalhadores da rede municipal e a sua entidade representativa, o Sepe Lagos. Por essa razão, o sindicato enviou um ofício ao novo secretário na quinta-feira (21/8), solicitando a abertura de uma mesa de negociação.

A expectativa é que o novo gestor responda ao comunicado, assumindo o compromisso de estabelecer canais efetivos de diálogo, de modo que as reivindicações dos profissionais da educação sejam devidamente ouvidas e debatidas.

O Sepe Lagos atualizou a pauta de negociação para incluir os ataques recentes sofridos pela categoria, como o aumento da jornada de trabalho dos agentes administrativos que culminou na demissão de dezenas de servidores contratados. O documento enviado ao secretário pode ser conferido abaixo desta matéria.

Caso não haja retorno por parte da Secretaria nos próximos dias – como ocorria reiteradamente na gestão anterior –, a assembleia da rede municipal será remarcada para a próxima semana, em data a ser definida pela direção colegiada do Sepe Lagos. Na ocasião, a categoria avaliará coletivamente os rumos da mobilização e as próximas medidas a serem tomadas.

O Sepe Lagos reafirma que não recuará na defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores. O tempo de espera chegou ao limite: o governo precisa rever sua postura imediatamente, abrindo-se ao diálogo, ou enfrentará a crescente indignação dos servidores.

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