Aluna da rede municipal foi atropelada em via sem sinalização no Jardim Esperança

Acidente ocorreu em frente à E. M. Professora Talita Hernandes Perelló. Estudante foi socorrida e transferida para a realização de tomografia; comunidade escolar cobra segurança viária imediata.

Uma adolescente de 13 anos, estudante do 6º ano, foi vítima de um atropelamento no início da tarde de hoje, por volta de 12h40, em frente à Escola Municipal Professora Talita Hernandes Perelló, localizada no bairro Jardim Esperança, em Cabo Frio. A aluna foi atingida por um carro de passeio e, segundo relatos da comunidade, devido à força do impacto, teria chegado a ser arremessada por alguns metros. O motorista que a atropelou, segundo relatos da comunidade, teria fugido do local sem prestar socorro.

Resgate e Acolhimento

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o socorro da vítima. Integrantes da comunidade relataram que a diretora da escola esteve presente durante todo o ocorrido, acompanhando de perto a situação e prestando assistência atenciosa e humanizada à adolescente até que o socorro fosse finalizado e a família acionada. O suporte inicial da equipe da escola foi fundamental para garantir o amparo necessário à estudante no momento de tensão.

Atendimento Médico

A aluna foi acompanhada de ambulância até o Hospital Central de Emergências (HCE), no bairro São Cristóvão. Após a chegada do pai e de uma tia, a adolescente precisou ser transferida para uma unidade hospitalar em São Pedro da Aldeia, pois em Cabo Frio não foi possível realizar uma tomografia de urgência.

A família aguarda os resultados dos exames. O Sepe Lagos acompanha o caso e busca contato com os pais da vítima para apurar seu atual quadro de saúde. A entidade solidariza-se com os familiares, colegas, professores e amigos da estudante, que estão apreensivos.

O agravante da situação é o estado da via onde o acidente ocorreu: o trecho recebeu asfalto novo recentemente, porém encontra-se sem qualquer tipo de pintura de faixa de pedestres, sem redutores de velocidade devidamente demarcados ou presença de agentes para ordenamento da travessia de pedestres durante o horário escolar. A precariedade da infraestrutura viária expõe diariamente estudantes, trabalhadores da educação e moradores do bairro a riscos.

Problema que se repete em diversas unidades escolares

Moradores e profissionais da rede municipal afirmam que o problema não se restringe ao entorno da unidade. A sinalização no Jardim Esperança é considerada insuficiente e, em diversos pontos, inexistente. Em frente ao CIEP 458 Hermes Barcelos, por exemplo, a travessia noturna é descrita como temerária: a área é escura, não há semáforo, a sinalização é deficiente e os quebra-molas estão sem pintura, dificultando sua visualização. A comunidade lembra que um aluno da unidade já foi atropelado em frente à escola, no final de novembro do ano passado, em trecho que segue sem semáforo, apesar de solicitações formais já terem sido feitas pela própria comunidade escolar à Câmara Municipal.

Situação semelhante é relatada nas imediações do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, onde moradores denunciam ausência de sinalização adequada e iluminação precária. Segundo relatos, acidentes são recorrentes na região, marcada por fluxo intenso de carros, motos e veículos que trafegam, não raramente, em alta velocidade.

No bairro Praia do Siqueira, o cenário também preocupa. No entorno da Escola Municipal de Educação Infantil Prof.ª Dalcy Barroso Pilar, não há faixa de pedestres em frente à unidade, embora a via seja rota constante de veículos de grande porte, como ônibus, caminhões e carretas. Pais e funcionários alertam que o risco é iminente, sobretudo nos horários de entrada e saída das crianças. A equipe diretiva da unidade já formalizou reiteradas vezes ao longo dos últimos anos solicitações à Secretaria Municipal de Educação (Seme) para que o problema fosse solucionado, mas até o momento não houve providência efetiva.

A ausência de sinalização e iluminação pública adequadas no entorno de unidades escolares configura negligência do poder público diante de áreas com grande circulação de crianças e adolescentes. “É para ontem corrigir estes problemas de sinalização e iluminação”, avaliam integrantes da direção colegiada do Sepe Lagos.

Exigimos medidas urgentes e concretas

Diante da gravidade dos fatos e da recorrência de acidentes em diferentes pontos da cidade, o sindicato exige que a Prefeitura de Cabo Frio e os órgãos competentes providenciem, em caráter emergencial, a sinalização horizontal e vertical, instalação de semáforos onde necessário, pintura de redutores de velocidade e reforço da iluminação pública no entorno das unidades escolares, a fim de evitar que novas tragédias atinjam a comunidade escolar.

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