Sem gás, escola quilombola serve só pão no almoço e expõe descaso de “Serginho” com a educação

Denúncia em Botafogo revela problemas recorrentes no fornecimento de insumos e na gestão de serviços básicos nas unidades escolares

O descaso do governo “Serginho” (PL) ultrapassa todos os limites e atinge até a alimentação das crianças. Profissionais da educação e responsáveis denunciaram uma situação grave na Escola Municipal João Evangelista dos Santos, localizada no bairro Botafogo, em Cabo Frio/RJ. Reconhecida como uma das unidades de Educação Escolar Quilombola (EEQ) da rede municipal, a escola ficou sem gás e, por isso, não conseguiu preparar a merenda escolar, servindo apenas pão no horário do almoço, sem a dispensa dos estudantes. A unidade atende crianças da creche ao 5º ano.

A situação não é isolada e está diretamente relacionada a falhas no novo sistema de solicitação de serviços adotado pela rede municipal. O pedido de gás é feito por meio de uma plataforma digital, que exige abertura de protocolo e acompanhamento da resposta. No entanto, há recorrentes relatos de demora no atendimento, ausência de retorno e dificuldades de acesso ao próprio sistema por parte dos profissionais.

Em diversas unidades, o fornecimento de gás tem sido interrompido por conta desses entraves. Sem botijas de reserva, as escolas dependem de reposição rápida para garantir a preparação das refeições. Há registros de unidades que aguardaram dias por uma resposta e precisaram recorrer a soluções improvisadas para não interromper completamente a alimentação dos alunos.

No caso da Escola João Evangelista, a Secretaria de Educação informou que o problema foi posteriormente solucionado com a entrega do gás. Ainda assim, a ocorrência evidencia falhas no fluxo de comunicação e no controle dos pedidos, incluindo inconsistências no registro das solicitações e na atualização do sistema.

Sistema falho e problemas estruturais recorrentes

Além das dificuldades relacionadas ao abastecimento de gás, profissionais apontam que o sistema digital utilizado apresenta falhas de funcionamento e limitações de acesso, o que compromete a gestão das demandas escolares. Há relatos de profissionais que não conseguem acessar funcionalidades essenciais, o que dificulta o acompanhamento dos pedidos e a resolução dos problemas.

A precariedade não se restringe à alimentação escolar. Outras situações graves vêm sendo identificadas em diferentes unidades, como problemas sanitários e estruturais, com solicitações acumuladas sem atendimento efetivo por parte da Prefeitura.

O cenário revela um padrão de desorganização e ausência de resposta adequada por parte da gestão municipal, que transfere responsabilidades para as escolas sem garantir as condições necessárias para o pleno funcionamento dos serviços.

Educação pública exige condições dignas

A garantia de alimentação escolar adequada e de infraestrutura mínima é parte essencial do direito à educação. Episódios como o ocorrido em Botafogo demonstram que a rede municipal enfrenta problemas que vão além de casos pontuais, exigindo medidas urgentes e estruturais.

O Sepe Lagos reforça a necessidade de revisão imediata dos sistemas de gestão e de regularização no fornecimento de insumos básicos, assegurando que nenhuma escola funcione sem condições adequadas e que nenhum estudante seja privado de uma alimentação digna.

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