Direção Colegiada do Sepe Lagos repudia a condenação de Zé Maria, presidente nacional do PSTU

A Direção Colegiada do Sepe Lagos repudia a condenação de José Maria de Almeida, presidente nacional do PSTU, histórico dirigente sindical metalúrgico, ex-preso político da ditadura empresarial-militar e fundador da Central Sindical e Popular Conlutas, punido por denunciar os crimes de guerra e o genocídio perpetrados pelo Estado de Israel contra o povo palestino.

A decisão representa um grave ataque à liberdade de expressão e ao direito democrático de denunciar massacres, ocupações militares e violações de direitos humanos.

Rechaçamos a tentativa de equiparar antissionismo a antissemitismo para criminalizar críticas ao Estado de Israel e silenciar a solidariedade ao povo palestino. Essa lógica aparece no PL 1.424/26, de Tabata Amaral (PSB-SP), que busca transformar críticas ao sionismo e às políticas do Estado israelense em supostos ataques à “coletividade judaica”.

Trata-se de uma fraude política e histórica destinada a blindar Israel diante das denúncias de massacres, limpeza étnica e ocupação militar. Essa falsa equivalência ignora, inclusive, o crescente número de judeus antissionistas no mundo e dentro do próprio Estado de Israel, à medida que Benjamin Netanyahu aprofunda a escalada de massacres em Gaza e estende a guerra — com respaldo estadunidense — a outras regiões do Oriente Médio.

Manifestamos nossa solidariedade à luta do povo palestino por liberdade em Gaza e na Cisjordânia, bem como aos povos do Líbano, do Irã e de todas as outras nações afetadas pelas agressões imperialistas promovidas por Israel e pelos Estados Unidos.

Defender a Palestina livre e o direito dos povos à resistência não é um crime, é um dever de toda a humanidade.

Cabo Frio, 1 de maio de 2026.
Direção Colegiada do Sepe Lagos

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