Para surpresa de ninguém, o ex-governador Cláudio Castro foi alvo de nova operação da Polícia Federal (PF), na manhã de hoje (26). Desta vez, o ex-governador foi alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga as falcatruas envolvendo o Banco Master.
A ação de hoje envolveu a busca e apreensão de documentos e provas no apartamento de Castro, na Barra da Tijuca. Escândalo atrás de escândalo é a segunda vez que a PF bate à porta do político em 10 dias. Na semana passada a operação Sem Refino buscava elementos envolvendo o ex-governador com as fraudes fiscais da Refit (Refinaria de Manguinhos) e suas relações com o mega sonegador, Ricardo Magro, hoje foragido nos EUA.
Desde o início das investigações sobre o Master, o governo do estado já vinha sendo apontado como uma das principais fontes financiadoras para os investimentos fraudulentos da instituição bancária que, à época, já era alvo de piada dos especialistas do mercado financeiro por causa dos riscos representados para os investidores que ali aportavam seu dinheiro.
Suspeita agora é de aportes de até R$ 3 bilhões no Master
Agora, a PF quer apurar aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), em diferentes ocasiões, para os negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra preso. Junto com o de Castro, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mais 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal.
O Sepe-RJ e a Secretaria de Aposentados do sindicato acompanham atentamente o desenrolar das investigações envolvendo o liquidado Banco Master e fundos de previdência dos servidores públicos de todo o país. Já se sabia que o Rioprevidência tinha um dos maiores saldos em aplicações em letras podres do Master, num montante de cerca de R$ 1 bilhão.
Agora, o desenrolar das investigações mostram que o dinheiro investido ali pode chegar a R$ 3 bilhões, um saldo que pode comprometer fatalmente o caixa da autarquia responsável por gerir os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.
O sindicato espera que as autoridades judiciárias e policiais apurem estes desvios e roubalheiras até o fim, punindo todos os envolvidos com a severidade merecida. Não é possível que as ligações de políticos do PL e da direita, fontes da quase totalidade dos investimentos no banco de Daniel Vorcaro, possam passar em branco e nenhum deles, como Cláudio Castro venha a ser penalizado e punido com todo o rigor da lei.
Castro, que já foi declarado pela categoria como “inimigo da Educação”, na verdade, ao passo que a coisa anda, ainda acaba sendo declarado “inimigo público número um” pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.
Texto com informações da imprensa do Sepe-RJ.
Foto: Reel no Instagram de Sérgio Azevedo, prefeito de Cabo Frio, que posa ao lado do governador Cláudio Castro, a quem se refere como “irmão”. Aliados históricos no campo da extrema direita bolsonarista fluminense e integrantes do mesmo grupo político ligado ao PL, os dois mantêm uma relação de proximidade construída ao longo de anos, marcada pelo apoio mútuo em campanhas eleitorais, agendas públicas conjuntas e articulações institucionais entre o governo estadual e a prefeitura cabo-friense. Sérgio Azevedo chegou a atuar como líder do governo Castro na ALERJ, comandou a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e contou com apoio declarado do governador em sua eleição para a Prefeitura.

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